Ecobarreira do Canal de Sernambetiba inova com esteira rolante

A barreira de contenção tem por objetivo evitar que as plantas aquáticas que proliferam no canal, e o lixo cheguem às praias. Esse novo equipamento tem ainda uma novidade que é um sistema de esteira rolante que retira as plantas da água.

 

Ecobarreira do Canal de Sernambetiba inova com esteira rolante 

05/ 08/ 2009

Fotografia de Luiza ReisA desagradável presença das gigogas nas praias do Pontal, Macumba, Prainha, e do Recreio não será mais problema no próximo verão. A secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, e o presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Luiz Firmino, inauguraram nesta quarta-feira (05/08), mais uma ecobarreira no Canal da Sernambetiba, Recreio dos Bandeirantes.
A barreira de contenção tem por objetivo evitar que as plantas aquáticas que proliferam no canal, e o lixo cheguem às praias. Esse novo equipamento tem ainda uma novidade que é um sistema de esteira rolante que retira as plantas da água.

- O excesso de gigogas no Canal de Sernambetiba ocorre devido a poluição das águas, que recebem uma grande quantidade de esgoto dessa região diariamente. Nessas comunidades próximas, não há sistema de esgotamento sanitário e, para complicar, existe uma ocupação desordenada dos espaços. Por isso, as moradias jogam esgoto diretamente nos canais – explicou a secretária.

A Gerência de Educação Ambiental do Inea aproveitou o evento para ensinar aos alunos da rede pública de ensino de escolas da região os conceitos da reciclagem e promover oficinas de artesanato. O grupo de teatro Papa Vento, e de recreação, formado por funcionários da Comlurb, também fizeram apresentações de esquetes teatrais e musicais com temas ecológicos. A secretária e o presidente do Inea também participaram das atividades educativas.

Fotografia de Lourenço EduardoA secretária explicou às crianças que embora as gigogas absorvam a materiais poluentes, a planta também acumula água e favorece a proliferação de mosquitos. E com o tempo, a planta apodrece, afunda e ao invés de despoluir acabam poluindo as águas. O presidente do Inea salientou a importância de evitar que o lixo chegue aos corpos hídricos.

- Nós do Inea teremos duas alegrias com essa ecobarreira: uma ao instalar e outra quando não for mais necessário utilizar a barreira ecológica porque o rio já vai estar limpo. Mas o Inea não faz nada sozinho, vocês têm o compromisso de nos ajudar. O Rio é como um aquário, se você não limpa, o vidro e o fundo ficam cobertos de limo, o oxigênio da água vai acabando e os peixes morrem. É exatamente assim que acontece na natureza – disse Firmino, dirigindo-se as crianças.

Fotografia de Luiza ReisConfeccionada com engradados de garrafas PET e com 40 metros de extensão, a ecobarreira do Canal da Sernambetiba foi custeada com recursos de compensação ambiental da Light, no valor de R$ 144 mil, pelo uso da Faixa Marginal de Proteção (FMP) de três rios da Bacia Hidrográfica da Região Metropolitana e revertida para a construção do sistema de contenção e para a compra de uma embarcação. Em junho, os equipamentos já instalados na região bloquearam e impediram que chegassem às praias 452 toneladas de gigogas, 47 toneladas de lixo e 19 toneladas de madeira.

As operações tanto da ecobarreira quanto do barco serão financiadas pela Associação dos Supermercados do Rio de Janeiro (Asserj) e executadas pela Federação das Cooperativas de Catadores de Material Reciclável do Estado do Rio de Janeiro (Febracom), com supervisão do Inea.

O Instituto já inspeciona as operações de outras oito ecobarreiras: três no complexo lagunar de Jacarepaguá e cinco na Baía da Guanabara; e dois ecopontos: um em Volta Redonda, na Região do Médio Paraíba e outro, em Macaé, no Norte Fluminense. A meta da Secretaria é chegar ao final do ano com 13 ecobarreiras instaladas no Estado.

Inea - Instituto Estadual do Ambiente

 

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