Por que não inventaram as lixeiras REDONDAS?

“Só que a gente, por aqui, ficou bem triste quando soube que a galera que curtiu o Carnaval em Salvador andou jogando lixo nas praias do circuito Barra-Ondina.” Ôps de novo, bem triste? Pois a Skol deveria ficar bem responsável pelas suas embalagens.

 

Por que não inventaram as lixeiras REDONDAS?

Postado por beatriz diniz em 26 março 2010 às 18:43

 

Trechos comentados do post no site da skol divulgando a ação de limpeza lá ni slavador…
“E quando soubemos que, depois do Carnaval, o mar das praias de Salvador estava sujo, tínhamos que fazer alguma coisa!”
Ôps, alto lá, cara pálida, quando soubemos? A operação comercial sabia da enorme concentração de gente consumindo no carnaval. A Skol imagina que as latinhas vão parar na lixeira por obra de Deus? A Skol acha que lixeiras aparecem na frente dos consumidores por milagre?
“Só que a gente, por aqui, ficou bem triste quando soube que a galera que curtiu o Carnaval em Salvador andou jogando lixo nas praias do circuito Barra-Ondina.” Ôps de novo, bem triste? Pois a Skol deveria ficar bem responsável pelas suas embalagens. E ciente de que vai vender adoidado, por que não inventou latas de lixo REDONDAS?

Repito: as empresas faturam vendendo seus produtos e são responsáveis também por suas embalagens, principalmente num país em que a população não é educada para agir civilizadamente e jogar lixo no devido lugar.
Fonte consultada: http://www.skol.com.br/skolweb/newsa.aspx?idconteudo=1843

 

 

Schin e Skol viram poluição no fundo do mar

Postado por beatriz diniz em 26 março 2010 às 12:30

 

Há algumas semanas circula pela internet das mais fortes associações de marcas à poluição, que são as fotos publicadas em Global Garbage do lixo do carnaval no fundo mar do Farol da Barra, na Bahia. Bernardo Mussi ficou tão chocado quando viu de perto a quantidade enorme de lixo que resolveu recolher tudo e contar essa estória suja.
O post O Fundo da Folia repercutiu bem para a sociedade e mal para as empresas. As fotos são a própria publicidade da poluição. O que tem de latinha de Schin e Skol, caraca, num tá no gibi…
Os setores produtivos podem até ignorar a sujeirada que vira o consumo de seus produtos, mas, isso não elimina a associação negativa e a crescente percepção da sociedade.
Todos somos responsáveis pelo lixo nosso do consumo de cada dia: consumidores, produtores, vendedores e poder público.
Siga o link para ver as marcas de poluição na folia: http://www.globalgarbage.org/blog/index.php/2010/03/05/o-fundo-da-folia

 

 

Pra gente ver como tudo que fazemos: CONTA

Postado por beatriz diniz em 26 março 2010 às 12:30

 

A agência F/Nazca tem Skol como cliente. Pessoal da agência ficou indignado com as imagens das latinhas poluindo o fundo do mar e sugeriu para Skol fazerem mutirão de limpeza do fundo do mar e praias, segundo informa Rodrigo Zannin, em Brainstorm9.
Louvável, mas, pontual e na pressão, não como estratégia de negócios. Tanto que o mutirão é só lá no local em que rolou a repercussão negativa associada à marca.
Obviamente que a agência ainda não relaciona a estratégia da ação comercial com as características do público consumidor e os impactos negativos do descarte indevido de embalagens do produto de seu cliente. Se o pessoal da agência tivesse ligado na legislação ambiental, na sustentabilidade, não proporia mutirão apenas lá em Salvador. Afinal, não se bebe Skol somente no Carnaval e no Farol da Barra…
Vai aí a sugestão: leiam Branded, de Michael Conroy.
Fonte consultada: http://www.brainstorm9.com.br/2010/03/25/skol-operacao-fundo-da-folia/#comments

 

 

Propaganda de poluição

Postado por beatriz diniz em 20 março 2010 às 10:40

 

As empresas faturam vendendo nas praias seus produtos, cujo consumo gera o descarte de embalagens nas areias, o que também polui as águas do mar.
Quando compramos um produto, pagamos pela embalagem. Assim como consumimos o produto, consumimos sua embalagem.
As empresas ignoram o poluidor descarte das embalagens de seus produtos. E se a empresa tem gestão ambiental e gestão de responsabilidade socioambiental, então, já devia estar zelando pelo devido descarte de suas embalagens.
Inventem um sistema de recolhimento com boa sinalização de sensibilização e convencimento, capacitem os vendedores para serem exemplo de conduta na praia em relação ao lixo, formem as brigadas praianas, os green beach workers (brasileiro gosta duma palavra estrangeira, né?), ajudem a educar as pessoas, agreguem valor para os trabalhadores da praia e para a sociedade.
Associem as marcas da empresa e a imagem dos negócios ao valor sustentável criado com a iniciativa positiva de incentivar a mudança de comportamento e de difundir práticas sustentáveis. Dialoguem com a sociedade que está habituada a não cuidar do espaço público, coletivo e natural. Atendam a uma demanda gritante, que está na nossa cara, propagandeada nas areias.

 

Blog de Beatriz Diniz

Beatriz Diniz



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