Espicha na praia ou não?

Segundo a presidente da Bahiatursa, Emília Salvador Silva, o projeto foi criado num ano que o carnaval começava no final de janeiro. “Foi algo necessário para o setor de turismo, porque o período depois da folia costuma ser o pior do ano para o setor hoteleiro. O mercado de turismo costuma tentar combater a retração com baixa de preços e naquele ano a Bahia resolveu se diferenciar e apostar em um novo produto”, disse.

 

Segunda-feira, 12 de abril de 2010

Espicha na praia ou não?

 

Cerca de 60 mil pessoas prestigiam a última noite de Espicha Verão. http://espichaverao.bahia.com.br/?p=2042 Foto: João Ramos / Bahiatursa

Cerca de 60 mil pessoas prestigiam a última noite de Espicha Verão. http://espichaverao.bahia.com.br/?p=2042 Foto: João Ramos / Bahiatursa

 

Espicha Verão 2010. Foto: Luciano da Matta / Agência A Tarde

Espicha Verão 2010. Foto: Luciano da Matta / Agência A Tarde

 

Espicha Verão 2010. Foto: João Ramos / Bahiatursa

Espicha Verão 2010. Foto: João Ramos / Bahiatursa

 

Você acha que a praia é o ambiente adequado para realização do Espicha Verão?

Você acha que é necessário utilizar um palco flutuante?

Você acha que o Espicha Verão 2011 deve ser realizado no Porto da Barra?

 

saiba mais

O fundo da folia

Carnaval longe da praia

O lixão precisa de música

 

Espicha Verão na Bahia

Espicha Verão é produto turístico consolidado há três anos na Bahia

Pelo terceiro ano seguido, os turistas podem espichar a temporada de férias na Bahia. O Espicha Verão que tem como destaque o projeto Praia 24 Horas, realiza seus últimos ajustes para trazer o músico, Barbarito Torres, estrela do Buena Vista Social Club e convidados como Ignácio Masacote, lenda viva da música cubana, para se apresentarem no palco flutuante  de um dos cenários mais lindos de Salvador – o Porto da Barra.

Nos sábados 27/02, 06/03 e 13/03, as homenagens são para Caymmi, ao Dia Internacional da Mulher e à América Latina. A programação começa a partir das 6h da manhã e encerra às 6h do dia seguinte. Diversas manifestações artísticas se misturam ao público que no ano passado foi de 110 mil pessoas, sendo 22 mil só de turistas. Os investimentos em 2010 giram em torno de R$1,9 milhão.

Além da capital a festa se estende ao interior: Itacaré, Lençóis, Mangue Seco e Maraú.

Segundo a presidente da Bahiatursa, Emília Salvador Silva, o projeto foi criado num ano que o carnaval começava no final de janeiro. “Foi algo necessário para o setor de turismo, porque o período depois da folia costuma ser o pior do ano para o setor hoteleiro. O mercado de turismo costuma tentar combater a retração com baixa de preços e naquele ano a Bahia resolveu se diferenciar e apostar em um novo produto”, disse.

Além de atrair visitantes e esticar a permanência de quem está na Bahia, o Espicha Verão valoriza os artistas da terra, já que 90% da programação é feita com a prata da casa, com músicas diferenciadas do carnaval, além de ser gratuito.

Para se ter uma ideia da dimensão do projeto, todo o trecho de acesso ao Porto é bloqueado e em diversos pontos estão atividades diferenciadas:

Praça das Artes – Em frente ao Forte Santa Maria é montada uma praça, onde diversos artistas da Bahia pintam quadros com os temas da noite. A novidade desta praça será a produção de Cerâmicas de Maragojipinho.

Repetindo o sucesso do ano passado, haverá uma exposição fotográfica em homenagem às mulheres que fazem sucesso no Mundo do Turismo.

Cinema Itinerante – Próximo ao Forte de Santa Maria, diversos filmes são exibidos pelo telão de um caminhão – uma parceria com a Petrobrás. A escolha dos filmes depende dos temas da noite.

Nas Ruas do Porto: Diversas manifestações culturais interagem com o público como os grupos Zambiapunga, os Mascarados (Carnaval de Maragojipe), Filó (teatral), Ganhadeiras de Itapoã, Paruano Sai Milhó, Banda Didá e Banda do Habeas.

Palco Flutuante: A expectativa para este ano é que Barbarito Torres e convidados realizem uma apresentação histórica. Isabela Taviani e Jussara Silveira também se apresentarão. Já cantaram neste palco nomes nacionalmente conhecidos como Gal Costa, Luiz Melodia, Francis e Olívia Hime, Danilo Caymmi e Maria Creuza.

Palco Areia – Os shows não param e se intercalam com o palco montado no mar. Da areia o público vai curtir apresentações de Patrícia Costa, Aloísio Menezes, Noeme Bastos, Clécia Queiroz, Claudia Cunha, Juliana Ribeiro, Samba das Moças, Márcia Short, Paulinho Boca de Cantor, Orquestra de Fred Dantas, o Jazz da Rumpilezz, Carlinhos Cor das Águas, Banda DR, dentre outros.

Praça Gastronômica: O tempero baiano pode ser saboreado aqui. Acarajés, beijús, sequilhos, sorvetes e outras iguarias da culinária da Bahia são vendidas a preços populares.

Barquinhos: Quem preferir assistir aos shows do mar, basta alugar um barquinho na frente do Forte Santa Maria. Ali estarão os pescadores da Colônia do Porto oferecendo o serviço de camarote privilegiado a preços generosos.

Concurso de Caldos: 8 restaurantes do Porto da Barra fazem diferentes caldos. Uma comissão julgadora constituída pelo Trade Turístico faz a votação. Os caldos são variados como Sururu, Camarão, Aimpim, Queijo…

Varanda do Mauá: Cerca de 100 convidados e autoridades prestigiam o evento da varanda do Instituto Mauá, 1° andar. O profissional da imprensa que quiser ter acesso ao local deve enviar um e-mail para brunas@bahiatursa.ba.gov.br

Atividades Esportivas: A partir das 6h de domingo, quem tiver disposição poderá fazer aulas de hidroginástica, aeróbica, ginástica localizada, box, karatê, jiujitsu, yoga, kung fu e capoeira, swing baiano e o forró com os profissionais da Academia Pedra Filho.

Segurança, saúde e transporte trabalham em regime de plantão. O tráfego será interditado, a partir das 14h de sábado, do Farol da Barra até o Forte de São Diogo. Os motoristas que vem da Vitória para a Barra deverão fazer o percurso pela Graça, passando pela Avenida Princesa Isabel e Marques de Caravelas. Àqueles que saem da Barra em direção a Vitória devem entrar na Rua Barão de Itapoan, passar pela Alameda Antunes e sair na Av. Princesa Isabel. Dois pontos de táxis serão montados nas extremidades da festa. Por dia, 200 policiais militares farão a segurança da festa. A Delegacia de Proteção ao Turista (Deltur) também estará presente com policiais civis à paisana. O Posto de Saúde terá 6 profissionais de plantão durante os três dias do Espicha Verão, e ficará localizado no final da ladeira da Barra.

Realização e Parceiros: O projeto é uma realização da Bahiatursa, Secretaria do Turismo e Governo da Bahia e conta com o apoio da Prefeitura (SESP, SAMU, Transalvador), Petrobrás, Associação de Moradores da Graça e da Barra, Ministério Público, Polícias Civil e Militar, Sebrae, Instituto Mauá, Academia Pedra Filho, Assoc. Artistas Plásticos, trade turístico da Bahia (ABRE, SHRBS, ABIH, ABAV, ABRASEL).

Site Espicha Verão: Todo o conteúdo informativo do Espicha Verão e fotos estarão no site http://espichaverao.bahia.com.br. Acompanhe tudo pelo twitter da Bahiatursa: http://twitter.com/bahiatursa . Fotos no link: http://www.flickr.com/photos/espichaverao/
Sala de Imprensa: funcionará no Grande Hotel da Barra, a partir das 10h.

 Assessoria de Imprensa BAHIATURSA

Bruna Santana – 71 91373082 / 71 3117 3031
Danielle Del Colli – 71 8115 0099

Espicha Verão 2010 » Espicha Verão na Bahia



11 Responses to “ Espicha na praia ou não? ”

  1. mario disse:

    Botem a cabeça pra funcionar se vcs querem ver turistas visitando a cidade façam algo de nivel em locais fechados com segurança , policiamento, fujão de ambulantes e do povão ai sim salvador vai começar a ter turistas preocupados em conhcer aa cidade e não estes porcarias que em vindo pra este programa se é que alguem veio nos ultimos anos ; o que vi é que falta vontade de fazer certo ,muita gastação de grana ,nada qualificados.

    • Jundiara Paim disse:

      O que Salvador precisa- bem como o estado da Bahia- é CUIDAR dos seus escossitemas para que possamso ter vários locais agradáveis de se estar durante o ano inteiro.
      Salvador é uma cidade que não deve viver com os olhos voltados para shoppings e/ou achar que a cobertura de rios os transformará em locais agradáveis.
      Salvador precisa ESPICHAR as suas vias de acesso, ESPICHAR os locais públicos de lazer, ESPICHAR o controle da segurança,ESPICHAR o plantio de árvores e FAZER a coleta seletiva e recicalgem do lixo urbano.
      Vamso ESPICHAR a vontade de viver bem para que possamso nào nos envergonhar da cidade em que vivemos.
      Salvemos Salvador!!!!!!

  2. mario disse:

    É ridiculo se falar em alavancar turismo com este tipo mediocre de evento, turista que se prese não quer ficar no meio do povão, cercado de maconheiros, ambulantes etc e tal ,quem vem passear quer ver coisas bonitas e bem feitas não esta gastasão de dinheiro em eventos maquiados pra enganar o povo, fora espicha verão e musica no porto se algum dia vc deu retorno pra alguem não da mais ,pq vcs não promovem coisas de nivel e em locais realmente estruturados com policiamento …já sei, é pq se gastaria muito e os que lucram iam diminuir o que embolsam.

  3. valeria disse:

    Acho um gasto desnecessario ainda mais se a cidade tem mil opções de programas deste tipo e com este tipo de publico que vem ocupar as areias do Porto; acho que os moradores do bairro já estão cansados e solicitar que tais “eventos” vão para outro lugar, a praia não é local pra nada alem de se curtir o sol e mar;em 2011 espero que o musica no porto e o espicha verão estejão bem longe da barra

  4. Gabi disse:

    O Espicha Verão foi um “produto” criado em um ano em que o carnaval foi muito cedo. Justificativa da época, mas que não cola. Não tem lucro que compense o custo ambiental de um evento desse porte na praia.

    Respondendo: praia não é ambiente bom para eventos desse porte. Muito menos com palco flutuante. Concordo com Peazê, irresponsabilidade.

    Se o Espicha Verão 2011 tiver que ser realizado mesmo, que seja em ambiente preparado, com responsabilidade sobre as consequências.

  5. Baraúna disse:

    Olá….
    Na verdade, o que esse (dês)governo (espero que não seja reeleito) da Bahia se importa é, apenas, com LUCROS e HOLOFOTES para eles.
    Inadmissível, de todos os pontos de vista, que insistem em eventos irresponsáveis como esse promovido.
    Não importa a praia que seja. Praia, de uma vez por todas, não é lugar desse teipo de eventos.
    Querem avacalhar com o todo.
    UMA VERGONHA !!
    Até quando suportaremos esses atos irresponsáveis??
    Abçs,

    Baraúna
    Grupo Ecológico Sementes do Viver
    Ilha de Itaparica / Bahia / Brasil

  6. Praia não é lugar para festas!!
    O lúcro que a indústria hoteleira pode vir a ter é com certeza infinitamente inferior aos prejuízos que toda a cidade de Salvador acaba tendo com a sujeira causada por estes eventos, a degradação de aparelhos públicos e os diversos impactos ao meio ambiente associados a grande concentração de pessoas e geração de resíduos em um espaço tão restrito e frágil.
    Como morador da Graça/Barra e frequentador do Porto da Barra eu sou contra a realização de quaqluer evento deste porte nas praias.

  7. Sou contra este tipo de evento na praia do Porto da Barra por achar que não alcança os resultado a que se propõe e, principalmente, por trazer enormes problemas ambientais, distorções culturais e mesmo um impacto negativo no turismo de qualidade para nossa cidade. Como podem os órgãos públicos envolvidos na promoção se gabarem de um evento que literalmente senta a bunda em cima do Marco de Fundação da cidade do Salvador, atrai uma multidão de ambulantes sem qualquer critério de organização, ocupação e higiene, entulha os Patrimônios históricos com banheiros, placas e outros “adereços”, traz um lixo gigante para a praia, entre outras coisinhas de excentiricidade questionável. E quem mora na Barra é que pode dizer se teve turista mesmo, se foi esta maravilha toda que andam divulgando por aí e se o custo x benefício vale a pena. A BARRA PRECISA SER PALCO APENAS DO SEU PRÓPRIO ESPETÁCULO. Eventos, só pequenos, de qualidade e com efeitos socialmente positivos, de verdade. O ESPICHA VERÃO e o MUSICA NO PORTO serão excelentes em outros locais que comportem seus impactos negativos e não tenham patrimonios históricos e culturais tão relevantes. Ah, sobre o palco flutuante, em outro local, pode continuar…

  8. O litoral da Bahia é, por vocação e cenário, um dos melhores lugares do mundo para festas. Na praia? Não vejo problema pois na zona rural ou no topo de um edifício há a demanda da responsabilidade solidária (na acepção jurídica do termo) quanto a vários aspectos: no que concerne aqui, do meio ambiente, marinho & costeiro, nem se fala.

    Palco flutuante: coisa de ignorante, ou irresponsável, insanidade de quem só vislumbra o lucro.

    No Porto da Barra? Não tenho de memória o espaço físico em detalhes, mas, após considerar todos os aspectos ambientais com bom senso ecologicamente voltado para a sustentabilidade, sem o pensamento apocalíptico, só os envolvidos poderão responder naturalmente esta questão.

    Qua saudade da Bahia.
    Peazê

  9. carlos moraes disse:

    Sou contra a utilização da praia e um palco dentro do mar, ainda que se tomem todas as iniciativas que não foram tomadas, tipo educativas, preventivas etc. As agressões podem até ser consideradas irrelevantes por alguns, trata-se diante da minha educação ambiental, de um mau exemplo ao agredir a natureza, um desrespeito a Mãe Terra. O evento pode acontecer no Porto da Barra, mas nunca “urbanizar” o mar, deixe-o livre pleno e soberano pelo resto da vida na terra, é o melhor a se fazer, creio.

  10. Véronique Borsato disse:

    Bom dia,
    relevante a espicha verao,
    eu acho que o palco fluctuante nao é necessario, que essa praia pode ser o lugar de eventos de meio porte, e que justamente é o lugar perfeito para fazer educaçao da gente, organizar o lugar para reciclagem do lixo e as atividades de vendas, definir e aplicar reglas de ocupaçao do lugar com presença de agentes de fiscalizaçao.O problema nao é o evento na Barra, é o tamanho do evento adapado a la capacidade e os meios de organizaçao aoredor do evento para fazer prevençao e minimizar os efeitos negativos.

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