Brasil vai ganhar dois INCT em Ciências do Mar

Por outro lado, dotar o Brasil de uma plataforma de coleta de dados oceanográficos que permita embarcar pesquisadores, professores e alunos, de forma sistemática e contínua, para desenvolver atividades de ensino e pesquisa no ambiente marinho, bem como prestar apoio aos programas científicos desenvolvidos nas ilhas oceânicas aparece como prioridade do Estado.

 

 

14/10/2010 

Brasil vai ganhar dois INCT em Ciências do Mar  

Nos últimos anos, a comunidade científica e tecnológica das áreas de Ciências do Mar tem convivido com uma série de dificuldades e limitações, ressaltando-se a quase inexistência de iniciativas de monitoramento de longo prazo, a limitada disponibilidade de instrumentos para a realização de ensino e pesquisa. Por outro lado, dotar o Brasil de uma plataforma de coleta de dados oceanográficos que permita embarcar pesquisadores, professores e alunos, de forma sistemática e contínua, para desenvolver atividades de ensino e pesquisa no ambiente marinho, bem como prestar apoio aos programas científicos desenvolvidos nas ilhas oceânicas aparece como prioridade do Estado.

Considerando o grande potencial econômico e de desenvolvimento de pesquisas existentes na Plataforma Continental Brasileira e com base na necessidade de fortalecer e apoiar a área de Ciências do Mar, que ainda não possui Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT) implantados, o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), por meio do CNPq/MCT, lança o Edital 71/2010 para promover a formação ou consolidação de dois com foco na Plataforma Continental Brasileira de Norte a Sul.

Os temas deverão abordar pesquisa, desenvolvimento e inovação exclusivamente no tema de Ciências do Mar nas seguintes linhas integradas de pesquisa: Grandes Equipamentos e Infraestrutura; Valorização dos Recursos Vivos; Conhecimento dos Fundos Marinhos: Geodiversidade e Biodiversidade; Papel do Oceano nas Mudanças Climáticas; Formação e Capacitaçâo de Pessoal Qualificado; Transferência de Conhecimento para a Sociedade; e Formulação de Políticas Públicas.

As propostas devem ser encaminhadas ao CNPq por intermédio do Formulário de Propostas Online, disponível na Plataforma Carlos Chagas. As propostas aprovadas serão financiadas com recursos federais no valor global de R$ 30 milhões oriundos do FNDCT. O valor máximo de cada projeto não poderá exceder R$ 15 milhões.

Requisitos

A instituição sede e os laboratórios indicados nas propostas como associados deverão garantir, por documento assinado pelos seus representantes legais, o uso da estrutura física e participação de pesquisadores e técnicos, oferecendo, quando pertinente, recursos de contrapartida para o desenvolvimento do projeto. O compromisso da instituição sede e das instituições dos grupos e laboratórios associados de contratarem técnicos especializados para operar equipamentos sofisticados com verba própria, assim como outras formas de contrapartida, serão consideradas critérios de desempate no processo seletivo.

O proponente deve possuir o título de doutor e ter seu currículo cadastrado na Plataforma Lattes, ser beneficiário de bolsa de Produtividade em Pesquisa nível 1A ou 1B do CNPq ou equivalente, ser obrigatoriamente o coordenador do projeto, ter vínculo empregatício com a instituição sede. Os laboratórios ou grupos de pesquisa externos à instituição sede, associados ao desenvolvimento do projeto podem pertencer a instituições públicas, privadas ou empresas. Como no caso da instituição sede, a participação tem quer ser autorizada pelo seu representante legal, colocando à disposição do projeto os recursos materiais e humanos necessários, cada laboratório ou grupo de pesquisa associado deverá ter um pesquisador responsável, indicado na proposta. 

O Instituto deverá ser composto por, no mínimo, 8 (oito) pesquisadores doutores. A abrangência geográfica e a efetiva integração entre as instituições ou grupos participantes serão considerados critérios relevantes para análise de mérito da proposta, em especial seu potencial para contribuir para a capacitação e formação de recursos humanos especializados e para redução de desequilíbrios regionais do desenvolvimento científico e tecnológico em Ciências do Mar. As propostas deverão explicitar a estratégia para manutenção da embarcação, assim como dos equipamentos e da gestão compartilhada.

Como funcionam os INCT

Os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia ocupam posição estratégica no Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia e desenvolvem programas de pesquisas consistentes e prioritários para o desenvolvimento científico e tecnológico e, particularmente, para a sociedade. Atualmente existem 122 INCT em diversos temas e áreas específicas.

O Programa dos tem como características essenciais: a mobilização e agregação dos melhores grupos de pesquisa, de forma articulada com atuação em redes; o desenvolvimento de programa de pesquisa científica e/ou tecnológica bem definido e estruturado que permita avanços científicos substanciais ou desenvolvimento tecnológico inovador, inclusive pelo aproveitamento do conhecimento tradicional das populações costeiras; e a atuação em áreas estratégicas ou em áreas da fronteira da ciência.

Além de forte interação com o sistema produtivo e com a sociedade; promoção de pesquisa competitiva e relevante para o país; e a criação de ambiente atraente e estimulante para alunos talentosos de diversos níveis, do ensino médio a pós-graduação, responsabilizando-se pela formação de jovens pesquisadores. Cada Instituto deve ter um programa bem definido, com metas quantitativas e qualitativas, compreendendo três missões: pesquisa, formação de recursos humanos, transferência de conhecimentos para a sociedade. Para aqueles voltados a aplicações da ciência, tecnologia e inovação deve ser atendida uma quarta missão de transferência de conhecimentos para o setor empresarial ou para o governo.

Veja o edital: http://www.cnpq.br/editais/ct/2010/071.htm

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Assessoria de Comunicação Social do CNPq
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